Seja Bem-Vindo!

O CINEMA E A PSICANÁLISE: UM AO ENCONTRO DO OUTRO


Tuesday, September 19, 2017


Em um dia quente de verão, um jovem casal e sua filha de quatro anos de idade, Carole, estavam a caminho das montanhas para algumas semanas de férias. De repente, um enorme caminhão bateu de frente com o pequeno carro da família. O casal ficou gravemente ferido e a pequena Carole sofreu muitas fraturas. Foram levados imediatamente ao hospital mais próximo, onde a menina foi para a ala pediátrica e seus pais para a unidade de tratamento intensivo. Como se pode imaginar, Carole não apenas estava com muitas dores, como também muito assustada, pois seus pais não estavam por perto para reconfortá-la.
Martha, a enfermeira designada para cuidar de Carole, era uma mulher solteira, de cerca de quarenta anos. Ela entendia o medo e a insegurança da menina e se dedicou muito a ela. Quando Martha terminava seu turno, em vez de ir para casa, oferecia-se para ficar com Carole de noite. É claro que Carole se apegou muito à enfermeira, passando a depender dela para tudo. Martha levava biscoitos, livros de ilustrações e brinquedos; cantava para ela e lhe contava inúmeras histórias.
Quando Carole pôde ser deslocada, Martha colocava-a em uma cadeira de rodas e levava-a para visitar seus pais todos os dias. Após vários meses de hospitalização, a família recebeu alta. Antes de deixarem o hospital, os pais abençoaram Martha por seus cuidados dedicados e carinhosos e a convidaram para visitá-los. Carole não queria largar Martha e insistia para que ela viesse morar com eles. Martha também não queria se separar de sua menina, mas sua vida estava na ala pediátrica do hospital e ela não podia nem pensar em partir. Houve uma despedida cheia de lágrimas enquanto Carole e sua adorada enfermeira se abraçavam. Durante alguns meses a família manteve contato constante com Martha apenas através de telefonemas, já que viviam a uma considerável distância. Quando se mudaram para o exterior, entretanto, perderam contato.
Mais de trinta anos se passaram. Num certo inverno, Martha, que agora estava com setenta anos, ficou seriamente doente, com pneumonia, e foi hospitalizada na ala geriátrica de um hospital perto de sua casa. Havia uma determinada enfermeira que, ao perceber que Martha recebia muito poucas visitas, e sentindo que ela era uma pessoa sensível e inteligente, esforçou-se por dar-lhe um tratamento especial.
Certa noite, quando as duas conversavam baixinho, a enfermeira contou à paciente o que a havia levado a escolher aquela profissão. Quando tinha quatro anos de idade, ela e seus pais haviam se ferido em um acidente de carro, e uma enfermeira maravilhosa a ajudara a recuperar sua saúde com sua dedicação e preocupação amorosa. Isso fez com que ela desejasse se tornar enfermeira para ajudar os outros, como aquela enfermeira fizera com ela.
Depois de se formar em uma escola de enfermagem no exterior, ela casou-se com um americano e mudou-se para os Estados Unidos. Moravam naquela cidade há alguns meses, pois seu marido recebera uma ótima proposta de emprego e ela estava feliz por ter conseguido um cargo de enfermeira naquele hospital. Conforme a história se desenrolava, as lágrimas começaram a correr dos olhos da paciente idosa. Ela segurou carinhosamente a mão da enfermeira e lhe disse, emocionada:
- Carole, estamos juntas novamente, mas desta vez é você quem está tomando conta de mim!
Os olhos de Carole se arregalaram enquanto ela olhava para Martha, reconhecendo-a subitamente.
- É você mesma? Quantas vezes eu pensei em você e rezei para que um dia nos encontrássemos novamente! - ela exclamou.
Quando Martha se recuperou de sua doença, Carole levou-a para morar com sua família. O marido e os filhos de Carole receberam Martha como uma avó muito especial e vivem juntos até hoje. Livro PEQUENOS MILAGRES - Yitta Halberstam e Judith Leventhal

Sunday, September 17, 2017

Que imagem linda!



Não sei se vocês já perceberam, mas Ariel, a pequena sereia, está sempre com a expressão de quem está inebriada pela vida. É impressionante! Ariel é a personagem da Disney que mais transmite uma noção do Divino. Não deixa de ser um vislumbre da presença de Deus.

Nada é mais puro do que a alegria do sorriso de uma criança. E, além do amor, nada provoca melhor este sorriso do que... o presente perfeito. Era nisso que Louisa pensava ao se aproximar o dia do aniversário de dez anos de sua filha Stephanie.
O que ela não daria para ver sua preciosa filha sorrir! Pois cada dia era um desafio para a pequena Stephanie, que nascera surda. Ela vivia em um mundo virtualmente silencioso. Nenhum eco, nenhum zumbido, nenhum som. Louisa estava fazendo o máximo para criar a filha com amor e incutir um sentimento de autoconfiança nela. Dava a Stephanie tudo o que podia. 
Portanto, é claro que o aniversário de dez anos da menina tinha que ser algo especial. Mas a conta bancária de Louisa estava quase zerada. O seu casamento com o pai de Stephanie acabara e o divórcio deixara Louisa mal financeiramente e angustiada com as despesas.
- Mamãe - Stephanie certo dia comunicou por meio de sinais -, sei o que quero ganhar de aniversário.
- Sim, querida - Louisa respirou fundo -, o que você gostaria?
- Uma gata branca - Stephanie comunicou. Um enorme sorriso surgiu em seu rosto, só em pensar naquilo: uma gata branca com o pêlo longo.
Louisa engoliu em seco. Stephanie ainda não entendera direito o divórcio. Além do mais, tinham se mudado recentemente e a menina estava se adaptando a um novo ambiente e a novos colegas de escola. Qualquer criança teria se sentido desafiada, e Stephanie carregava um fardo quase maior do que podia aguentar. Louisa ficava de coração partido ao ver a filha resistindo com tanta graça e força. 
Mas, uma gata de pêlo longo? Louisa teve a certeza imediata de que um animal assim seria caro. Mas ela nunca vira sua filha querer tanto alguma coisa. Seu rosto se iluminava ao simples pensamento de possuir o gatinho. Louisa ficou tão comovida com o profundo desejo de sua filha, que decidiu sair em campo.
Seu primeiro passo foi olhar os classificados do jornal. Talvez alguém estivesse vendendo um gato que combinasse com o sonho de Stephanie. Talvez não fosse tão caro. Circulou com caneta vermelha os quatro anúncios que encontrou. Passou a tarde dando telefonemas. Encontrou gente vendendo gatos de várias raças e cores, mas nenhum que combinasse com a descrição específica de sua filha. Chegou a pensar em perguntar à filha se ela gostaria de um tipo diferente de gato - ou mesmo de um presente de aniversário totalmente diferente. Mas quando se aproximou do quarto de Stephanie, observou que a menina falava com Deus por meio de sinais.
- Por favor, Deus - ela viu Stephanie rezar -, por favor, ajude minha mãe a encontrar uma gata branca de pêlo longo. É tudo o que eu quero. Por favor. Eu sei que o senhor tem um monte de gatos deste tipo. Por favor, dê um para minha mãe. 
Louisa não conseguia se mexer. Ficou parada na soleira da porta, olhando para a filha, as lágrimas enchendo seus olhos. Então, lentamente, voltou para o seu quarto e rezou suas próprias orações. 
No dia seguinte Louisa estava de volta à caça. Ligou para outro número e deixou um recado na secretária eletrônica. Naquela noite recebeu um telefonema. 
- Alô! - disse uma mulher do outro lado da linha. - Estou retornando seu telefonema a respeito do anúncio que coloquei no jornal.
- Sim - disse Louisa -, será que poderia me descrever o gato? 
- É claro! - disse a mulher. - O gato é totalmente branco, tem o pêlo longo e é uma fêmea. 
Louisa pulou da cadeira. 
- Eu fico com ela! - gritou.
- Ótimo! - veio a resposta. - São quinhentos dólares.
- O quê? - gritou Louisa. - Quinhentos dólares?
Tentando conter sua decepção, Louisa tentou explicar a situação para a mulher: 
- Veja bem - começou -, minha filhinha vai fazer dez anos e isso é tudo o que ela quer. Não posso pagar muito.
Estava esperando que, talvez, eu fosse capaz de dar isso a ela. Mas quinhentos dólares é demais para mim. 
Mesmo assim, a mulher não baixou o preço. Louisa sentiu-se mais impotente que nunca.
- Querido Deus - ela implorou -, minha filhinha está tão sozinha em seu mundo de surda, sem o pai e em uma nova casa, eu realmente queria ser capaz de dar a ela o presente que ela deseja tanto. Por favor, ajude-me a encontrar o tipo de gato que ela está procurando. 
No momento em que Louisa terminava sua oração, o telefone tocou. A mulher da gata branca ficara comovida com a história de Stephanie, ela disse, e mudara de idéia. Estava disposta a reduzir o preço para trezentos dólares. 
- Muitíssimo obrigada - disse Louisa com tristeza -, mas mesmo trezentos dólares ainda está acima e além do que eu posso gastar.
A mulher deve ter percebido a tristeza e o desânimo na voz de Louisa.
- Sabe... eu tenho uma gata completamente branca de pêlo longo da qual não consigo me livrar - começou.
- É mesmo? O que a senhora quer dizer? Por que não consegue dá-la? - perguntou Louisa, animando-se.
- Bem - disse a mulher -, esta gata é surda.
Louisa ficou sem fala. Após um instante de silêncio, ela soltou um suspiro agradecido. 
- Eu fico muito feliz em receber a gata - respondeu. 

Livro PEQUENOS MILAGRES volume II - Yitta Halberstam e Judith Leventhal

Saturday, September 16, 2017

Queridos amigos do blog CINEMA, PSICANÁLISE E ESPIRITUALIDADE 
Como vocês devem saber, fiquei dois meses afastado da página. Um pouco mais de dois meses, na verdade. Foi um tempo só para mim. Um tempo para eu pensar nas minhas questões familiares e profissionais. 
Citei nos últimos textos meus algumas questões familiares, o que mostra que eu já não estava mais conseguindo separar a vida pessoal da profissional. Gosto muito de escrever com o coração, mas não quero ficar mais exposto do que o necessário. 
Nesses dois meses em que fiquei afastado (julho e agosto) pude ler algumas coisas muito interessantes. Uma das leituras, no entanto, me surpreendeu muito. A do livro A Cabana. A Cabana abriu meu coração e me fez entender o amor de Deus por todos nós. O personagem principal do livro A Cabana, Mack, está revoltado com Deus. Ele sente muito a falta da filha, Missy, que foi brutalmente assassinada. 
Embora exista uma verdade maior, a verdade do amor, não devemos agir como juízes. Julgar é sempre muito fácil. 
Mack julgava Deus. Ele não entendia que mandar um filho (um assassino) para o inferno seria tão doloroso para Deus quanto para ele. "Então você acha que Deus faz isso com facilidade, mas você não?", perguntou para Mack um dos personagens do filme. 
Se somos capazes de julgar Deus com tanta facilidade, certamente podemos julgar o mundo.
Deus começou essa coisa toda. Deus é o responsável pelo legado humano de deformação. A única diferença, porém, é que Deus não julga. Deus permite que almas deturpadas arranquem crianças inocentes dos braços amorosos dos pais. Ele permite a existência do mal.
"Desista de ser juiz de Deus e conheça-o como ele é. Então, no meio de sua dor, você poderá abraçar o amor dele, em vez de castigá-lo com sua percepção egocêntrica de como você acha que o universo deveria ser. Deus se arrastou para dentro de seu mundo para estar com vocês, para estar com Missy. O mundo de vocês vai mal, mas Deus já fez algo a respeito. Ele escolheu o caminho da cruz, onde a misericórdia triunfa sobre a justiça por causa do amor", explicou a personagem para Mack. 
Por último, mas não menos importante, quero pedir desculpas pelos meus julgamentos. Não é por mal. A doutrina espírita classifica as pessoas de acordo com a evolução dos Espíritos, mas não quero mais fazer diferença entre as pessoas. Somos todos imperfeitos. Como disse Jesus, só Deus é bom.

Vista geral do Santuário de Lourdes, na França, durante o verão europeu 

Carol Anderson era uma jovem viúva cujo marido havia morrido de câncer aos 35 anos de idade. Bob Edwards era um jovem viúvo cuja mulher havia morrido num acidente de automóvel aos 29 anos de idade. Os dois casamentos haviam sido extremamente felizes e tanto Carol quanto Bob tinham certeza de que nunca mais amariam ou se casariam. Depois de muitos anos de solidão e sofrimento, eles se conheceram num jantar da igreja e começaram a namorar. Quando noivaram e depois se casaram, diziam a todos que "era um milagre" terem encontrado um ao outro. Seu relacionamento era forte e amoroso. O único problema era que os dois tinham opiniões diametralmente opostas acerca do que fazer a respeito do passado. 
 Carol ansiava por enterrá-lo; Bob sentia necessidade de investigá-lo. Carol nunca sentia vontade de conversar sobre o seu casamento anterior. Mas Bob tinha curiosidade pelos mínimos detalhes da vida de Carol antes de se encontrarem e ficava magoado por ela demonstrar um total desinteresse pela dele. 
 - Para que mexer com fantasmas? - perguntava Carol quando Bob continuava com suas sondagens sutis e perguntas delicadas. 
 - As lembranças deveriam ser preservadas, não esquecidas - respondia Bob.
 Essa situação durou anos, com o ponto de vista de Carol acabando por prevalecer. Conseqüentemente, eles nunca compartilharam histórias, fotografias ou lembranças dos primeiros casamentos. 
 Dez anos depois, Carol concluiu que seu casamento já estava bastante seguro para suportar quaisquer investidas do passado.
 - Tudo bem - disse a Bob um dia. - Estou disposta a conversar. - Começou então a falar do seu primeiro casamento e mostrou alguns álbuns de fotografias que havia escondido dele durante todos aqueles anos. - Estes são da nossa lua-de-mel - disse, começando a folhear um dos álbuns. - Fomos à França. Ah... aqui nós estamos em Lurdes.
 - Vocês foram a Lurdes? - perguntou Bob, sem grande interesse. - Nós também.
 - Bem, acho que metade do mundo vai a Lurdes - disse Carol, rindo. - Nada de importante. Todas as pessoas procuram bênçãos e milagres na sua vida. 
 - Espere aí, Carol, vire essa folha de volta - disse Bob de repente. - Deixe-me ver de novo essa foto sua com Ralph. - Carol prontamente virou a página. 
 - Carol - perguntou o marido, tenso -, quem é aquele casal ao fundo?
 - Não faço a menor idéia. No instante em que o fotógrafo tirou o retrato, um casal passou e foi apanhado na foto. Na fotografia tem-se a impressão de que eles estão atrás de nós, quase como se estivessem fazendo uma pose, mas é só uma ilusão.
 - Você está errada, Carol - disse Bob, lentamente. - Não foi um engano; foi o destino. Sabe... esse casal ao fundo... sou eu com minha primeira mulher. 
Comentário - Milhões de pessoas visitam Lurdes a cada ano. Quais eram as probabilidades de Carol e Bob estarem não só no mesmo lugar na mesma hora, mas também "por coincidência" aparecerem juntos numa foto do santuário? Quando a foto foi tirada, eles moravam em regiões diferentes dos Estados Unidos e não eram membros da mesma associação, organização ou grupo de turistas. Os dois não estavam ligados sob nenhum aspecto - a não ser nos planos de Deus. As pessoas que fazem peregrinações a Lurdes costumam na maioria das vezes ser doentes, inválidas e idosas, ao invés de jovens como Carol e Bob. A vida estava apenas começando para cada um dos casais e aparentemente nem Bob nem Carol precisavam de um milagre. Mas precisavam... só que na época ainda não sabiam. Livro PEQUENOS MILAGRES - Yitta Halberstam e Judith Leventhal 

Friday, September 15, 2017


Cena do filme Sinais

Algum tempo se passou até que Graham Ness (Mel Gibson), um ex-padre, recuperasse a fé. Quando ele se convenceu de que Deus era apenas uma criação humana, foi invadido por uma amargura brutal. 
Graham queria compreender por que Deus havia levado embora a pessoa que mais amava. Mas como isso seria possível, se não compreendia nem as misteriosas marcas de 165 metros de diâmetro no meio da sua plantação? 
Ao descobrir a conexão entre os sinais na plantação e a morte da esposa, Graham voltou a acreditar em uma força maior, percebendo que tudo está conectado: “Você deve se perguntar que tipo de pessoa você é. Você é do tipo que quando vê sinais, vê milagres? Ou você acredita que as pessoas dão sorte? Ou então... será que coincidências não existem?" 
Conexão é a palavra perfeita para definir as coincidências extraordinárias de nossas vidas. Mesmo nos momentos mais difíceis e conturbados, a misericórdia e a bondade do Senhor são maiores do que qualquer coisa. Como escreveu o historiador de arte Aby Warburg, Deus está nos detalhes.
As histórias que postarei nos próximos dias são impressionantes. Não apenas acho que elas comprovam a existência de Deus, como também acho elas comoventes. Espero que gostem. Estava com saudade de todos vocês. Caio "Alguns afirmam categoricamente que Deus não existe sem nunca ter mapeado os confins do universo, sem nunca ter penetrado nas micropartículas de todos os átomos, sem nunca ter tomado as asas do tempo e percorrido o tempo indecifrável do passado. Se são tão limitados, mas fazem uma afirmação tão grande, são deuses. Só um deus tem tamanha convicção." Augusto Cury

Thursday, July 06, 2017


Bem e mal não são conceitos subjetivos. O relativismo dos dias de hoje faz com que muitos pensem que existe justificativa para tudo. Não é bem assim. A maldade existe. Sempre existiu. Não sei se ela sempre existirá, mas sei que hoje ela existe. 
Muitas pessoas trocam alhos por bugalhos a fim de confundir a gente e fazer a gente  acreditar que aquilo que é bom na verdade é mau. Já repararam como isso tem acontecido com bastante frequência? Está em toda parte. Está nas novelas, nos filmes... Está na vida! Onde estão as músicas românticas? Onde estão as músicas que falam de amor? Fizeram imenso sucesso nos anos 90. Por que sumiram?
Por incrível que pareça, sobrou até para as princesas de contos de fadas. As princesas de antes passaram a ser vistas com maus olhos. O negócio agora é pegar em armas. Valente, uma das mais recentes princesas da Disney, está sempre com um arco e flecha na mão. Katniss, a protagonista de Jogos vorazes, também. Katniss mata para não morrer. 
Acabou romantismo, acabou delicadeza. Pela primeira vez em séculos, as princesas tradicionais estão sendo rejeitadas. É claro que não podemos ser radicais. Sempre há exceções. As pessoas parecem sentir uma atração atemporal por Bela, a mocinha de A Bela e a Fera. A adaptação live-action da animação de 1991 atingiu a marca de US$ 1 bilhão e se tornou o primeiro filme de 2017 a atingir a marca.
Não sei quais princesas as crianças da minha geração conheceram. As mesmas que eu, imagino. As tradicionais princesas dos desenhos da Disney dos anos 90: Ariel, Bela, Jasmine, Pocahontas e Mulan. Está faltando alguma?
Contei as mais importantes, e acho que não. 
Dizer que as princesas citadas acima são insossas é incorrer em erro. As princesas que acabei de citar eram pessoas capazes de grandes sacrifícios. Amavam no verdadeiro sentido da palavra, isto é, sem violência. 
Minhas recordações mais felizes têm a ver com os antigos filmes da Disney. Eu lembro exatamente de cada minuto daquele paraíso. Até minha mãe ficava tocada com a ternura dos desenhos. Ela era muito sensível nessa época. 
Nos anos 90 foi maravilhoso, mas agora não sabemos mais o que significa ser um herói. Um herói verdadeiro não sabe precisa de armas. Um herói verdadeiro é, em primeiro lugar, herói no coração e na alma. Che Guevara não era um herói. Che Guevara era um assassino. Em declaração infeliz, a atriz Taís Araújo defendeu o guerrilheiro. "O mais legal é se posicionar com amor, assim meio Che Guevara, sabe?, sem perder a ternura." Ternura? Que ternura? 
Acredito somente em heróis espiritualizados. Os heróis que usam armas não merecem ser chamados de heróis. 
Após ser humilhado por Maria Joaquina, personagem da novela Carrossel, Cirilo busca consolo nas palavras da querida Professora Helena. "Não é apenas porque eu sou negro que a Maria Joaquina não gosta de mim. Ela não gosta de mim porque o meu pai não é médico. O meu pai não é nada mais que um simples carpinteiro." Sensibilizada com as lágrimas de Cirilo, a professora diz que não existe um ofício melhor que outro. "Você sabia que o papai do menino Jesus era carpinteiro?" "Não sabia", ele responde. "Quem é a mãe mais linda e bondosa do universo?",  "A minha mãe", fala Cirilo. "Você gostaria de trocar a sua mãe, que é negra, por uma mãe branca?", pergunta Helena. Cirilo responde que jamais trocaria. 
Esses são os verdadeiros heróis. São essas pessoas que admiro. 
 "Não existem pessoas boas ou más, a única coisa que elas querem é serem amadas!", escreveu no Facebook uma amiga minha. Não pude concordar. Não teve como. Conheço inúmeras pessoas que retribuem o bem com o mal. Posso garantir com 100% de certeza que elas não querem ser amadas. O que elas querem é ferir o maior número possível de seres.
Talvez a gente esteja fazendo tudo errado. Talvez a gente precise de um pouco mais de fé na humanidade. 

Após um longo período de condescendência com Valéria, uma das crianças de Carrossel, a Professora Helena decide tomar uma atitude firme. "O que aconteceu hoje, Valéria, prova que eu sempre perdoo você. O problema é que você nunca se corrige. Escondeu os sapatos da sua colega. Fique sabendo que você me decepcionou. Eu não vou gritar com você, nem chamar seus pais. Também não irei diminuir suas notas. Nada disso. Eu simplesmente não quero ser mais sua amiga. Continuará sendo minha aluna, mas não gosto mais de você. Você entende o carinho de uma maneira muito cômoda, Valéria. Carinho é dar e receber. Eu sempre perdoo você, mas você sempre volta a cometer os mesmos erros." Desesperada, Valéria corre para dar um abraço na professora. Helena quase abraça a aluna, mas consegue resistir ao impulso. Faz isso por amor. 

Uma foto que faz a gente pensar. Do premiado Steve McCurry.


Uma pessoa humilde está sempre aprendendo. Uma pessoa humilde nunca sabe tudo. Céline Dion aprendeu muito com a alegria dos africanos. "Vocês me ensinaram o que significa ter uma voz. Vocês mudaram para sempre a minha vida e o meu canto."


Wednesday, July 05, 2017

Trecho do livro ANTES QUE EU VÁ 
"Talvez você possa se dar ao luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Um, dois, três ou dez milhões de amanhãs... Tanto tempo, que você possa nadar nele, deixar rolar e enrolar-se nele, deixá-lo cair como moedas por entre os dedos. Tanto tempo, que você possa desperdiçá-lo. Mas, para alguns de nós, há apenas o hoje. E a verdade é que nunca se sabe quando chegará a sua vez." 

"Cada um de nós morre um pouco quando alguém, na distância e no tempo, rasga alguma carta nossa, e não tem esse gesto de deixá-la em algum canto, essa carta que perdeu todo o sentido, mas que foi um instante de ternura, de tristeza, de desejo, de amizade, de vida."
Rubem Braga, escritor.


Vocês já leram o livro A lição final? É lindo. A lição final é o testamento emocional de Randy Pausch, um homem diagnosticado com um câncer grave. Todos deveriam fazer o mesmo que Randy. Todos deveriam escrever uma carta - ou um livro - dizendo o que valorizam na vida. Os filhos de Randy conhecerão o pai.

Boas leituras




Que Drew Barrymore não é a atriz mais bonita a gente sabe. Mas não há ninguém em Hollywood com tanta graça e doçura. Quem não simpatiza com a Drew? Ela tem um grande coração ❤ uma pessoa que ilumina todos os lugares por onde passa.

Monday, July 03, 2017